Uma dessas tarefas acontecerá ao longo desta semana e se dará da seguinte forma:
Uma das habilidades do Currículo Mínimo diz o seguinte: “Identificar a argumentação na carta do leitor”.
Primeiro passo: trabalhar com os alunos textos argumentativos.
Segundo passo: produzir textos argumentativos (criar uma campanha, através de textos, em que eles se dirijam a um fumante no intuito de fazê-lo parar de fumar).
Terceiro passo: postar neste blog uma reportagem polêmica sobre a qual eles possam opinar, sem perder de vista as características do gênero textual conhecido como Carta do Leitor.
Vejamos a reportagem em questão e esperemos os resultados:
CARTA DO LEITOR
A PROPOSTA DE ATIVIDADE É QUE OS ALUNOS DA TURMA 902, DO CIEP CÂNDIDO PORTINARI, EM ITAIPAVA, COMENTEM A ATITUDE DA MÃE NA REPORTAGEM A SEGUIR:
"Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafa mulher que acorrentou o filho viciado em crack.
“Como a gente trabalhava muito, tanto eu, quanto o pai, não conseguimos impedir isso", disse a auxiliar de serviços gerais.
Foto: Nestor Müller

"Tenho medo que ele saia daqui. Se sair, vai ser morto pelos traficantes, a quem deve drogas, ou pelas pessoas de quem ele tem roubado coisas, para sustentar o vício. É uma vida difícil essa. Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafou Paula
Sete anos de sofrimento, preocupações, medo e dor. Assim tem sido a rotina da auxiliar de serviços gerais, Paula Gomes Moreira, 39 anos, que na tarde desta quinta-feira (4) tomou uma medida desesperada para livrar o filho, Rafael Moreira Diogo, 21 anos, do vício em crack. Paula acorrentou o próprio filho em uma das paredes de casa.
"Tenho medo que ele saia daqui. Se sair, vai ser morto pelos traficantes, a quem deve drogas, ou pelas pessoas de quem ele tem roubado coisas, para sustentar o vício. É uma vida difícil essa. Uma mãe não merece ver um filho assim", desabafou Paula, na manhã desta sexta-feira (5).
Segundo ela, desde 2004, quando ainda moravam na cidade de Teixeira de Freitas, Bahia, Rafael começou a se envolver com drogas. "Ele foi direto para o uso de crack. “Como a gente trabalhava muito, tanto eu, quanto o pai, não conseguimos impedir isso", disse a auxiliar de serviços gerais.
O vício de Rafael provocou a separação da família. Para livrar o rapaz de ameaças de morte na cidade natal, a mãe fugiu com ele, vindo morar em Campo Grande, Cariacica, em 2007. "Mas isso não adiantou. A droga está em todo lugar. E ele logo começou a usar aqui também e fazer as mesmas coisas erradas que fazia lá", lamenta a mãe.
Novas ameaças fizeram a mãe e a avó de Rafael se mudarem novamente, desta vez para o bairro Porto Novo, ainda em Cariacica, em fevereiro deste ano. Mas a rotina do rapaz não se alterou.
"A única forma que encontrei foi acorrentá-lo. Dói ter que fazer isso, mas se não fizer, perderei meu filho de vez. Ele vai ser morto", fala Paula.
Ela pede, em desespero, que alguma pessoa a ajude. "Preciso que meu filho seja internado, para se tratar. Ele não quer, mas não posso deixar ele se acabar dessa maneira. Peço a ajuda de quem puder fazer isso", finalizou.
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2011/08/a_gazeta/minuto_a_minuto/925068-uma-mae-nao-merece-ver-um-filho-assim--desabafa-mulher-que-acorrentou-o-filho-viciado-em-crack.html
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